sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vergonha para pais evangélicos

Trechos da Bíblia
Eu fico pensando com meus botões e, matutando, matutando ficam dúvidas que parecem não haverem respostas. Por exemplo: quando há um problema com algum aluno na escola, logo se pensa: esse garoto ou garota não tem família, não tem Deus no coração, nunca ouviu falar de Cristo. Mas aí quando vem o responsável, logo se descobre que o filhote é nada mais nada menos que filho de "crente", ou filho de pais evangélicos!

Meu Deus, onde chegaremos? Pela lógica, os filhos dos evangélicos deveriam dar exemplo, por terem ensinamentos em casa de acordo com os pensamentos e vida de Cristo. Mas parece que os pais evangélicos (que não sei quem deu essa nomenclatura: evangélico...), estão se esquecendo de aplicar nas vidas em casa o que escutam na no templo. Isso é simplesmente lamentável, já que eu não encontrei no momento outro vocábulo para classificar essa situação.

Como evangélica, eu me sinto envergonhada! Como posso ganhar almas para Cristo se os meus "irmãos" não me ajudam pelo menos instruindo e cobrando de seus filhos? Às vezes só falar não basta é preciso aplicar Provérbios 23:13 "Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá". Não estou dizendo que tem que espancar os filhos como no passado, como nossos pais faziam. Mas eu e milhões de pessoas levamos umas chineladas quando crianças e adolescentes e nem por isso morremos ou viramos pessoas violentas, somos pessoas de bem e trabalhadoras.

Claro que não estou generalizando. A maioria dos filhos de evangélicos sérios são bons filhos e tementes a Deus, mas de uns tempos para cá a coisa está mudando cada vez para pior. Pais evangélicos precisam passar por instruções de como criar e educar uma família temente a Deus. Não é temente a pastores e obreiros, mas temente a Deus que vê tudo onde quer que estejamos.
Estou cansada de ser envergonhada! Isso precisa mudar.

É isso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Será que vale a pena?

          Todos os dias que chego em casa paro e pergunto pra mim mesma: "Será que vale a pena sair de casa, deixar meu lar, deixar minha casa pra cuidar depois e ir para a escola tentar dar aulas? Será que vale a pena perder horas de lazer, de descanso preparando aulas, pensando em levar conhecimento formal para jovens que nem sequer tiram o material da mochila?
          Vale a pena gastar dinheiro com cópias, ler textos e mais textos na tentativa de escolher um que chame a atenção deles? (e nada chama a atenção deles, ou quase nada, a não ser funks com palavrões e coisas desse tipo). Vale a pena passar raiva com aqueles que nos enfrentam como se nós, professores, fôssemos seus inimigos? Será que vale a pena nos desgastarmos tanto só para tentarmos passar o conteúdo de que precisam saber - o que a elite quer que aprendam? Vale a pena perder a voz por causa dos gritos com os quais tentamos, e só tentamos, explicar o conteúdo e o que é para fazer? (pois eles têm preguiça de ler o enunciado ou não sabem mesmo ler)."
          Eu continuo matutando e me lembro de que daqui há alguns anos, estarei doente, por causa do nível elevado de stress. Corro o risco de 99% de ficar com depressão aguda pela culpa de não ter conseguido trabalhar como gostaria ou teria que ser e o que é pior: o perito (médico) não irá me afastar porque dirá que estarei em perfeitas condições de enfrentar uma sala de aula de 50 alunos em que 10 deles vão lá para aprender alguma coisa. Pois o sistema (ah o sistema! desse falarei depois em um outro texto) diz que eles não precisam aprender, basta irem lá responder presença, e quando respondem, e está tudo bem.
           E pensando, pensando eu chego à conclusão de que não vale a pena. Não mesmo, não vale a pena. Só continuo lá porque sou viciado em cumprir meu destino e meu papel. Quem sabe aqueles 10 que citei há pouco no futuro achem que valeu a pena.

É isso.
Ilma Madrona

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Hoje é menos difícil estudar, nem assim dão valor.

Entrei na escola aos sete anos de idade (1985). Quando fui já era alfabetizada, aprendi a ler em casa com os irmãos mais velhos; estávamos sempre brincando de escolinha.
Lembro-me que naquela época era muito difícil estudar. Quero dizer, era difícil para nós, pessoas de baixa ou baixíssima renda. Comprar material escolar era um sacrifício: era quase impossível convencer meu pai de que meu caderno havia acabado e que precisava de outro.
A escola recebia material enviado pelo governo, mas dificilmente entregava a quantidade de que precisávamos. Era assim: se quiséssemos pegar um caderno ou um lápis ou uma borracha que fosse, tínhamos que levar um "pau de lenha" para trocar. Mas eu tinha que convencer meu pai a liberar esse maldito "pau de lenha". Acho que funcionava assim: as tias da escola vendiam a lenha para comprar o gás para fazer a merenda; eu não acreditava muito nisso, mas isso não vem ao caso agora.
Como meu pai não ia liberar a lenha, minha mãe me acordava um pouco mais cedo para eu pegar escondido e levar para então conseguir o caderno ou o lápis. Outras vezes passava numa trilha que tinha alguns galhos no chão então pegava e levava, mas a tia reclamava que aquilo não pegava fogo.
Às vezes não tinha como conseguir o bendito "pau de lenha", então uma professora muito generosa (Dona Glória) me arrumava o material e anotava meu nome como devedora de um "pau de lenha". Ela sempre me salvava.
Vamos ao hoje:
Hoje? Pois é, hoje o governo dá um retorno maior dos nossos impostos, enviando aos alunos da rede pública cadernos, lápis, borracha e tudo o que precisam, sem falar do material didático. Mas grande parte serve para transformar-se em aviãozinho na sala de aula. Jogam apostilas e livros pelas ruas.
Hoje é tudo muito menos difícil. Tem escola pública, mais do que naquela época, as pessoas conhecem mais seus direitos, tem bolsa família; a grande maioria dos professores são graduados, pós-graduados, os alunos têm direitos até de sobra. Tem o ProUni, o Fies etc. O que falta para valorizarem mais o conhecimento formal, os estudos? Será que estão esperando a volta da ditadura? Que Deus nos livre disso. Ainda tenho esperança de que este país entenda que só com educação podemos diminuir as desigualdades.
É isso,
Ilma Madrona

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

De quem é a culpa?

Fotógrafo: Nelson Antoine / Fotoarena


                                                        
                                      
Desde que cheguei a São Paulo, há catorze anos, é a mesma coisa: chove, alagam-se ruas, avenidas, casas; pessoas perdem seus móveis, suas casas, suas vidas. E tenho certeza absoluta de que isso acontece há muito, muito mais anos atrás.
Mas de quem é a culpa? É da população quem constrói suas moradias em lugar inadequado? É do poder público que vê o que acontece e faz quase nada? Sei que numa hora dessas, procurar o culpado não é solução, mas serve para pensarmos um pouco.
São Paulo, há muitas décadas, cresce desordenadamente. E o que é crescer desordenadamente? A cidade cresce onde não deveria. Casas, prédios, ruas, avenidas, praças são construídas onde não é adequado. Onde deveriam ter árvores para segurarem os morros, próprios da natureza, há construções. Toda a natureza está sendo modificada pelo homem.
Um exemplo é o conjunto de bairros conhecido por Jardim Pantanal, que foi construído na várzea do rio Tietê. Por um longo período do ano o local fica seco. Mas quando chegam as chuvas de verão, tudo alaga porque lá é espaço das águas. É como se a água que para ali vai, ficasse um tempo fora e ao seu tempo ela voltasse porque é o seu lugar, seu espaço. E quem  erra a água ou as pessoas? Certamente a água não é.
Mas e o outro lado? E os nossos políticos que escolhemos para nos representar no poder? Onde estão? O que fazem enquanto a água está se preparando para voltar? Sabe o que eles fazem? Fingem que não veem, asfaltam as ruas, avendidas, constroem até escolas nesses locais, que tem serviço de água tratada, luz elétrica, cobram impostos etc. Cadê o planejamento? Por que esses nossos representantes, escolhidos pela maioria, democraticamente, só aparecem depois que morrem dezenas, centenas de pessoas para dizerem que no próximo verão tudo irá mudar?
Mas esse texto muda alguma coisa? Quem sabe? Daqui há pouco mais de um ano, iremos novamente escolher, por força da lei e por direito nosso, novos, aliás, velhos representantes do povo. Podemos parar, pensarmos um pouco e escolhermos melhor. Lembrarmos que dois meses depois das eleições começam novamente as chuvas e que tudo vem como "um replay".
Pensemos, reflitamos e escolhamos melhor. Afinal a cidade toda tem responsabilidade nisso.

É isso. Ilma Madrona

sábado, 1 de janeiro de 2011

Uma nova página

Sábado, 01 de janeiro de 2011. Uma nova página é escrita na História do Brasil. A primeira presidenta toma posse, se emociona e deixa as mulheres e a nação emocionadas. A imprensa mundial acompanhou, escreveu, falou, notificou. Representantes do Oriente, do Ocidente, do Norte, do Sul compareceram para participar da festa e cumprimentar a agora Presidenta Dilma Rousseff. A chuva caiu, mudou a ordem dos acontecimentos, mas a presidenta desfilou no carro aberto como o povo esperava. O povo brasileiro, representado por milhares de pessoas que ali compareceram para saudar, comemorar e ouvir a nova presidenta.
Esta data já marcou a História do Brasil e do mundo. Agora é esperar e esperançar uma continuação e ampliação do governo Lula.
Que Deus nos ajude!!!!

Posse de Dilma. Presidente Dilma Rousseff recebe cumprimentos de Hillary...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FELIZ 2011!!!!

FELIZ ANO NOVO PRA TODOS NÓS. QUE AS BÊNÇÃOS DE DEUS SEJAM DERRAMADAS SOBRE NOSSAS VIDAS, QUE POSSAMOS TER ENTENDIMENTO ESPIRITUAL PARA SABERMOS SERVIR A DEUS COM ALEGRIA E LEMBRARMOS QUE AS NOSSAS INTENÇÕES PARA COM O NOSSO PRÓXIMO É O QUE CONTA PARA DEUS. EM 2011 POSSAMOS AMAR MAIS UNS AOS OUTROS, SEMPRE DESEJARMOS PARA O PRÓXIMO O QUE QUEREMOS PARA NÓS.
FELIZ 2011!!!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal????

Houve um tempo em que comemorar o natal era lembrar o nascimento de Cristo. Era agradecer a Deus pelo Salvador enviado para salvar nossas almas. Me lembro que nos reuníamos no templo e as crianças recitávamos poesias as quais ensaiávmos por mais de um mês até ficar perfeito. O pastor, com toda sua simplicidade, comprava uma lembrancinha para nós, crianças, para não passar batido. Mas o que interessava mesmo naqueles cultos era louvar a Deus.
Hoje... Hoje?
Pois é, o natal se resumiu a comprar, comprar, gastar e gastar mesmo sem poder. Se endividar para ver quem aparece mais. Até em algumas igrejas, intituladas evangélicas, o pequeno momento chamado de culto de natal serve para desfilar os vestidos e calçados da última moda.
Ô pena!!!
Mas eu continuo acreditando que esta data foi escolhida para lembrar que "um menino nos nasceu". Que Deus se lembrou da humanidade e enviou seu único Filho para nos ensinar a amar e nos dar uma chance de nos religarmos a Ele.
Sendo assim um feliz natal pra todos nós!!!!

É isso.
Ilma Madrona

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Amor

Engraçado! A falta de conhecimento ou de pesquisa faz com que as pessoas se enganem e muitas vezes nem saibam quem pronunciou certas palavras.
A canção Monte Castelo, do grupo Legião Urbana, que por sinal é uma linda canção, começa com os seguintes versos:
"Ainda que eu falasse a língua do homens, que falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria".
Muitos acham que a letra é do Renato Russo. Na verdade é uma intertextualidade que ele faz entre os versos da Carta aos Coríntios escrita pelo Apóstolo Paulo (I Coríntios capítulo 13) e o Poema de Camões e palavras suas.
E aí muitos se espantam: o que, Bíblia?!?!?
Pois é, grande parte dos escritores, poetas, compositores etc conhecem a bíblia por dentro. Paulo, com inspiração divina, explica o que é o Amor e muitos  se atêm deste texto para se expressarem, passarem alguma mensagem e propagar o amor.

Aplausos pra Deus que deu essas palavras ao apóstolo, pra Paulo que ouviu a voz de Deus, pra Camões que falou das contradições do Amor, e para Renato Russo que com sua linda voz e inteligência juntou tudo.

Se você não sabia de onde vieram os lindos versos da canção Monte Castelo agora já sabe: I Coríntios 13, Camões e Renato Russo.

É isso,
Ilma Madrona  

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Promoção automática ou Progressão Continuada

     Às vezes paro para pensar em como era a educação nos anos 80, 90 e como está agora. Me dá medo. Como será o futuro desse país, meu Deus? Crianças que encerram o Ensino Fundamental I (1º a 5º anos) sem serem ao menos alfabetizados. E continuam no Fundamental II assim, mal conseguem soletrar as palavras. E pior ainda: encerram o Fundamental e vão para o Ensino Médio analfabetos. Isso mesmo: analfabetos! 
   E ainda temos resultados de provas mundiais em que o Brasil evoluiu. Evoluiu onde? O adolescente estar dentro de uma escola não quer dizer que esteja aprendo e apreendendo.  A escola virou ponto de encontro de meninos e meninas que não veem na educação um meio para mudar de vida. Não só a vida financeira, e talvez esta nem mude tanto.           Mas mudar essa coisa de o rico, a elite "dar as cartas" e o restante obedecer. Ir em busca da igualdade. Igualdade intelectual, social e talvez financeira.
     Muitos criticam o modo como fomos alfabetizados: por meio da cartilha. Chamam-no de meio ultrapassado etc. Mas o engraçado é que esses que criticam foram alfabetizados por meio dela e hoje estão lá, ditando as regras. Não sou contra os métodos atuais, pelo contrário, penso que deveriam ser complementados com a cartilha e voltar a maneira de aprovação antiga. Aquela em que os alunos precisavam estudar para irem para a série ou ano seguinte. Hoje eles sabem que basta comparecerem estarão certamente no ano seguinte.
     Meu Deus onde vamos parar?

É isso,
Ilma Madrona