terça-feira, 18 de junho de 2013

O Brasil acordou?

 



     O Brasil está protestando, buscando direito, dizendo não á corrupção, á precariedade do transporte público, do sucateamento da saúde, dizendo não à falência da educação pública.
     Desde os protestos dos "caras pintadas", eu não via protestos tão ardentes, tantos manifestantes nas ruas. Os "caras pintadas" exigiram a renúncia do então presidente Fernando Afonso Collor de Mello e os protestos tiveram êxito, Collor "caiu".
     Agora é um "chega", um basta para tanta hipocrisia, os gastos absurdos das construções de estádios para a Copa, um basta a tudo que falta ou à falta de tudo, do básico, um não à mídia que aliena ao invés de denunciar.
   É isso aí, acorda Brasil, acorda moçada! Olhe por trás dos gastos, por trás dos "benefícios". É nosso dinheiro, nosso suor que está sendo usado para corromper, ser desviado, embolsado por mensaleiros e afins. Acorda, Brasil!

É isso,
Ilma Madrona

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Uma resposta para Larissa

Uma aluna me perguntou um dia desses o que tenho a dizer a ela que quer ser professora de Língua Portuguesa. Naquele momento eu não tinha nada a dizer. Ela me pegou de surpresa e justo em um momento em que eu estava repensando o que deu certo naquele dia aula. Ao final de cada aula ou de cada dia, faço um balanço: o que teve de positivo, o que consegui realizar, os objetivos que alcançamos.
Num momento em que os pontos positivos não superaram os negativos, incentivar uma discente que quer seguir carreira no magistério não é fácil. Então fiquei o final de semana pensando, procurando o que tem de bom pra dizer a esta aluna, completar o que já tinha falado, encontrar um "apesar de", um "mesmo assim" foi quase impossível, pois não há muitos prós para incentivar uma adolescente a ser professora.
Mas vamos lá, Larissa, vou tentar encontrar algo que ainda incentive alguém a ser professor neste nosso país que não está nem aí para a educação. Porque infelizmente em nosso país, a educação é tema para ser discutido em campanha política a cada dois anos (nas eleições municipais, quando se trata de uma cidade grande, importante para a economia e nas eleições estaduais e federais), na verdade, é instrumento de campanha política . O restante são números, apenas números. 
E não é, Larissa, porque os profissionais da educação não querem. Há no meio do caminho umas pedras chamadas precariedade, remuneração inadequada, violência, falta de material básico e uma maior e mal interpretada, com o nome de promoção automática ou progressão continuada, dentre outras pedras.
Apesar disso, Larissa, o que me faz continuar na educação é que, primeiro, nasci pra isso; é o que faço com mais vontade e dedicação, apesar de me dedicar sempre no que faço; acredito que um povo instruído erra menos, faz escolha melhores, é menos enganado e quando descobre que está sendo usado para "enricar" governantes, sai, protesta, reivindica e até tira do poder tais governantes. 
Ainda sonho com o povo brasileiro alfabetizado, letrado, "armado" de conhecimento para aterrorizar corruptos, chegar à e promover a igualdade social. Ainda sonho, Larissa em ver esta nação dar valor ao que merece valor, e desprezar o que merece desprezo. Falta muito, mas mesmo assim, para meu próprio bem, para o bem dos meus filhos, preciso continuar sonhando (porque sonhar já é característica do professor), acreditando que a educação receba o olhar que merece, seja ponto de discussão, sempre, de pais, mestres, políticos, de toda a sociedade. 
Então, Larissa, sonhe também, acredite e seja uma excelente professora, porque excelente aluna você já é.

É isso,
Ilma Madrona.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

TRÁS E TRAZ

Um pouquinho de gramática:

Pra começo de conversa, a Língua Portuguesa é bem difícil, não é? Segundo já ouvi, é uma das mais difíceis do mundo.  Mas de pouquinho em pouquinho nós aprendemos a usá-la adequadamente.

TRÁS E TRAZ

Duas palavras com mesmo som, mas com escrita e significados diferentes.

Trás é preposição (palavra invariável que liga, conecta termos) também utilizada como advérbio, equivalente a atrás, ou locução adverbial.

       Ex.: Você não sabe o que há por trás disso!
             

Traz é verbo (presente do verbo trazer).
Veja:    Hoje, você traz aquela revista pra mim, por favor?

Basta substituir: Você pode trazer aquela revista pra mim, por favor? O verbo trazer aparece na frase.

Então, traz - verbo trazer e trás - preposição.


É isso,
Ilma Madrona.



domingo, 26 de maio de 2013

E quebra de novo

Confiança é como um copo de vidro: às vezes quebra, dá pra consertar com cola, mas fica sempre aquele receio de descolar na hora do uso.
Mas também quando cai, espatifa no chão e quebra de tal forma que não dá pra colar, o jeito é juntar os cacos e jogar no lixo. Quem sabe vem alguém recolhe, põe pra queimar a uns 1000 graus e transforma em outro copo. Assim outra pessoa poderá se apossar, usar até quebrar de novo...

Ilma Madrona

quarta-feira, 24 de abril de 2013

RESENHA DO LIVRO A cidade do sol, de Khaled Hosseini

     Ganhei um livro de uma amiga, chamada Sílvia. Foi presente de aniversário. E um presente que ela sabe que adoro ganhar.
     Trata-se do livro de Khaled Hosseini, mesmo autor de O caçador de pipas. Se você assistiu ao filme ou leu o livro O caçador de pipas e se emocionou, terá sentimentos parecidos. O livro A cidade do sol traz  sentimentos como revolta, compaixão, esperança, alegria; mas o a esperança é o maior.
     A história se passa numa aldeia fictícia do Afeganistão, na cidade de Herat e chega a Cabul, capital desse país. Não falta tradição, preconceito, humilhação, desprezo, guerra e todas as mazelas trazidas por ela.  "Depois, os tapetes eram enrolados, as armas, carregadas e as montanhas disparavam sobre Cabul, que, por sua vez, disparava contra as montanhas, enquanto Laila e os demais habitantes da cidade ficavam só olhando, tão impotentes quanto o velho Santiago vendo os tubarões abocanharem o seu valioso peixe."
     O livro escancara o que vemos em reportagens de telejornais e alguns documentários. A condição da mulher naquele país, a supervalorização do sexo masculino, os interesses do Ocidente com as guerras travadas lá juntamente com a total falta de interesse pelo sofrimento do povo.
     A história começa com o nascimento de Mariam 1959, conta sobre sua infância e adolescência entra nos anos 70  nos anos 80, época em nasce Laila, outra personagem principal, quando o Afeganistão fazia parte da extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) liderada e idealizada pela Rússia. Vai até o século XXI (2003). 
     É impressionante a maneira como o autor traz estas épocas sem nos deixar cansados na narrativa. Ele consegue atravessar épocas, guerras, tempos de aparente paz. Evidenciar sua opinião sobre os povos que ali vivem, sobre a influência e presença do Ocidente ali, sem tirar o foco da história em si.
     A narrativa inicialmente é sobre uma menina, fruto de um relacionamento de um patrão muito rico com uma de suas empregadas. Sua relação com o pai quando criança, as consequências de ser filha de um relacionamento assim, como a sociedade daquele lugar vê uma criança gerada nessas condições, etc.
     Enquanto lemos, nos intrigamos com a segunda parte do livro, que começa a contar a história de outra garota, Laila, com seu amiguinho Tariq. A princípio quando estamos lendo esta parte, não compreendemos o porquê dessa garota entrar na história e a protagonista "desaparecer" da narrativa. Mas nos surpreendemos quando as histórias das duas se cruzam no caminho e às vezes se fundem. 
     Além de conhecer a histórias dessas duas mulheres, conhecemos o valor da mulher naquele país, a cultura daquela gente e o mais importante, a esperança e a fé, que são o que move aquele povo sofrido que consegue levar a vida em meio a tanto sofrimento, tantas guerras, tantos desafios que surgem a cada época. "Laila decidiu que não se deixaria abater pelo ressentimento. Mariam não gostaria de vê-la assim. (...) Portanto resolveu seguir tocando a vida. (...) Porque, no fundo, sabia que era tudo o que podia fazer. Viver e ter esperanças."
     O desenrolar da história é emocionante e cheia de surpresas!!!
     Um livro que vale a pena ter, ler, reler quantas vezes quiser! Recomendo.
É isso, 
Ilma Madrona. 

domingo, 24 de março de 2013

Democracia para o Brasil?

Foram lutas e lutas para as liberdades no Brasil. Ficar livre de Portugal, ficar livre da ditadura, liberdade para as mulheres, para os alunos, para os jovens e crianças presas nas redes de prostituição infantil e assim vai...

Peguei-me pensando: Será que os cidadãos brasileiros sabem lidar com a democracia, com a liberdade de expressão, de pensamento, de escolha? 

Porque pensemos: o Brasil está anos luz dos países europeus, norte-americanos e até de alguns vizinhos aqui da América do Sul, quando se fala em educação, saúde, etc. E quando eu digo educação, não estou falando apenas de sentar-se num banco de uma sala de aula e adquirir conhecimento. Falo também de boas maneiras, de respeito, de consciência!

Como é difícil olhar para a população em geral e ver a quem escolhem para nos representar nas câmaras, senado, etc. Como é difícil ver a maneira como tratam o meio em que vivem: parques, ruas, prédios públicos, rios e tudo mais.

Temos os poucos que gritam pelos seus direitos, que fazem ecoar seus pensamentos contra políticos que opinam contra o homossexualismo, que esbravejam suas reações contra opiniões e temos um povo calado em frente a um presidente do senado acusado de dezenas de crimes. Que coisa mais estranha!

Então eu me pergunto: que democracia é esta, que vizinhos se escondem no direito de fazerem o que bem derem na telha, com o volume de seus sons no mais alto que podem, ao ponto de estremecer janelas alheias, com "músicas" que gritam palavras tão baixas que nem o mais sujo consegue pronunciar longe de seu banheiro, tirando o direito dos outros vizinhos de dormirem em plena madrugada?

Que democracia é esta que grita por pouca coisa pelas avenidas e não consegue deixar de votar em ladrões e bandidos para nos representarem no poder? Que democracia é esta que deixamos nossas crianças crescerem sem limites, sair por aí com motos e carros atropelando a torto e a direito com a certeza da impunidade em mente?

Em que regime estamos vivendo que não conseguimos mostrar para nossos jovens que somos responsáveis pelo que fazemos, pelos que não fazemos enquanto podemos; mostrar às nossas crianças os valores necessários para se viver em sociedade, o respeito, o significado da própria palavra Democracia.

A ditadura é e deve ser um regime que tenha ficado na história do nosso país, jamais deveria ser exaltada nem desejada por ninguém, mas de uma coisa estou certa: O Brasil até hoje não tem maturidade para ser democrático! 

E façamos o quê? Acabemos com a democracia? Claro que não, tentemos fazer com que as gerações futuras adquiram maturidade para lidar com ela, exercê-la e exaltá-la como merece.

É isso.
Ilma Madrona.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MAU E MAL

     Muita gente confunde ao escrever mau e mal. O fato de a pronúncia das duas palavras ser a mesma traz confusão na hora de escrever. Mas é bem simples diferenciar.  Então vamos lá:
MAU é contrário de bom
MAL é contrário de bem
     Na hora de escrever basta fazer este contraponto e você não se confundirá.

Por exemplo:
Dizemos este homem é BOM. O contrário disto é: Este homem é MAU.
E: Ele é BEM educado. O contrário disto é: Ele é MAL educado.

Mais alguns exemplos:
Ela foi BEM na prova. Ela foi Mal na prova.

Você está de BOM humor. Você está de MAU humor.
E assim por diante.

Além disto, mal e bem são da classe dos advérbios e não flexionam, ou seja, não se modificam. A palavra não vai para o plural e é mesma quando se trata de masculino ou feminino. Já bom e mau são adjetivos e flexionam de acordo com a palavra que acompanham. Concorda com o substantivo em número e Gênero.

Somos todos (as) mal informados (as). Somos todos (as) bem informados (as).
Somos todos (as) bons ou boas jogadores/jogadoras. Somos todos (as) maus ou más jogadores/jogadoras.

     Fácil, não é? Agora é só praticar na escrita que fica na mente.

Ilma Madrona

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não mudou quase nada, querida Clarice!!!

     Em 1967, Clarice Lispector, que pra quem não sabe, foi uma grande escritora da literatura brasileira, escreveu para o Jornal do Brasil, falando sobre o programa do Chacrinha que ela ainda não havia assistido e resolveu ver para conferir de que se tratava o "fenômeno" da TV de que tanto se falava.
     Clarice escreve com uma certa decepção pelo que viu na TV: o apresentador  com "qualquer coisa de doido" que apertava sem parar um buzina quando os calouros não eram do agrado. Clarice continua dando a sua opinião sobre o programa: "Como é deprimente." Não entendendo por que ele era um fenômeno na televisão em  "hora nobre". 
     Clarice encerra seu texto dizendo que ficou "triste, decepcionada: quereria um povo mais exigente." Diz que nossa televisão, com algumas exceções, é pobre e lotada de anúncios. Se nossa grande escritora estivesse aqui hoje veria que não mudou nada!!!
     Nossa TV, Clarice, continua pobre, o povo continua pouco exigente (com algumas exceções), lotada de anúncios. Se você estivesse aqui, ainda se decepcionaria!!!!

Pois é...
Ilma Madrona

domingo, 11 de novembro de 2012

"Será que o Estado quer mesmo que o crime organizado acabe?

    Temos visto e ouvido em praticamente todos os noticiários, em todos meios de comunicação, falar-se da "onda de violência" na Cidade de São Paulo e nas cidades metropolitanas.Segundo reportagens, uma retaliação do crime organizado a mortes de criminosos causadas por policiais da ROTA.
    Sabe-se que a violência a princípio seria "vingar-se" de policiais da região da Comunidade de Paraisópolis, porém a violência se espalhou pela Capital,  por cidades metropolitanas e além disso está sendo praticada contra pessoas aparentemente inocentes, como um caso de um garçom que, que por morar no mesmo condomínio onde mora um policial, foi confundido com este e acabou morto por engano. 
     Sabe-se que o crime sempre existiu, existirá e talvez jamais seja vencido por completo. Sabe-se também que sem ele falta argumento para candidatos políticos com inteligência minguada para convencer uma população "inocente" do porquê confiar-lhes seu voto.
    Não é fácil combater o crime organizado, principalmente quando o Estado nega a existência do mesmo. Dificilmente o poder público conseguirá vencer e acabar com a violência ignorando ideias, conselhos de especialistas e, além disso, ignorando as necessidades básicas da população das periferias.
    Então me vem uma pergunta: Será que o Estado quer mesmo que o crime organizado acabe? Será que este Estado a quem "confiamos" nossos votos, nossos impostos, deseja mesmo por fim à violência? Será que alguém não lucra com isto? Se é tão fácil acabar com o crime organizado, como afirmam especialistas, por que o Governo continua de ouvidos tapados? 
  Ouvi e vi numa reportagem do Domingo Espetacular da Rede Record, que é simples resolver esta situação: "Basta levar à falência o crime organizado". Pois este precisa de dinheiro, muito dinheiro para existir e fortalecer-se. 
    Será que não falta força de vontade do Estado? Falta humildade para assumir que errou quando ignorou a existência de uma facção criminosa poderosa e ativa no Estado de São Paulo? Falta o que exatamente?Porque impostos para financiar o Estado para agir é que não faltam!
    Se o Governo quisesse mesmo acabar com a violência na Cidade de São Paulo, nas regiões metropolitanas e por todo o Estado, já teria o feito. Não faltam recursos, não falta apoio da população que paga impostos (e caros!) e quer sair para trabalhar honestamente, voltar para casa com segurança e viver em paz!
É isso,

Ilma Madrona.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

EMATER - MINAS GERAIS (VALE DO JEQUETINHONHA)


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Pensando nas condições em que vivíamos na década de 80 na zona rural do Vale do Jequetinhonha, Minas Gerais, me veio uma sigla importante nas nossas vidas: EMATER. Mesmo sem saber o que significava, ela esteve presente em nossas vidas. Lembro-me de que minha mãe participava de palestras promovidas pela EMATER e dentre algumas coisas que aprendia, várias nos mantiveram vivos. 
Uma época em que políticos locais desviavam dinheiro público na cara mais lavada, tínhamos que aprender a sobreviver na raça. Era uma época de mortalidade infantil muito alta, pelo fato de ser uma região pobre e esquecida pelos governantes (mas bem lembrada em épocas de distribuição de santinhos, a cada 4 anos) e por uma característica triste, que era a de um povo simples, fruto da ditadura brasileira que não tinha o costume de reivindicar seus direitos.
Lembro-me de que não andávamos descalços pelo quintal, não tomávamos água sem filtrar ou ferver e tínhamos no quintal sempre que podíamos um canteiro com beterraba ou couve para nos livrarmos da anemia. 
Até fui a uma palestra onde ensinaram a fazer bolo de mandioca. Claro que eu não sei fazer, era bem criancinha e até hoje não aprendi a fazer bolos. 
Muitas crianças morriam naquele lugar (Queixadinha e redondezas,  Caraí, MG). Sobrevivemos graças a Deus, a meus pais que seguiam à risca aos conselhos dos mais sábios.
É isso,
Ilma Madrona.

sábado, 19 de maio de 2012

CLASSES GRAMATICAIS

ARTIGO

O que é artigo?

Artigo é a palavra que indica tratar-se de um ser específico ou não específico da espécie.
Exemplos:  Na pequena cidade onde moro, há um rio. 
                  O rio corta a cidade pelo meio.
As palavras destacadas acima são artigos. O artigo refere-se ao substantivo e tem a ver com o sentido específico ou não específico do ser na espécie.

Observe: em um rio, representa um ser qualquer da espécie, não é específico. 
Já em O rio, representa um ser conhecido, já mencionado, portanto específico.
Os artigos um e o é que estão indicando, respectivamente, que, no primeiro caso, trata-se de um rio qualquer, e, no segundo caso, de um rio específico.


CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS
Os artigos são classificados conforme o ser é representado em relação à sua espécie.


DEFINIDOS  indicam que se trata de um ser específico da espécie.
São artigos definidos: o, a , os, as.
Exemplo: O professor de Língua Portuguesa esclareceu-me as dúvidas. (Trata-se de um professor conhecido ou único naquela situação.)


INDEFINIDOS  indicam que se trata de um ser qualquer da espécie.
São indefinidos os artigos: um, uma, uns, umas.
Exemplo: Um professor de Língua Portuguesa esclareceu-se as dúvidas. (Trata-se de um professor qualquer entre outros existentes naquela situação.)


FLEXÃO DOS ARTIGOS
O artigo é uma classe gramatical variável. Possui formas distintas em gêneros e número para concordar com o substantivo a que se refere.
Exemplos:
o menino (masculino singular)                          a menina (feminino singular)
os meninos (masculino plural)                          as meninas (feminino plural)
um menino (masculino singular)                      uma menina (feminino singular)
uns meninos (masculino plural)                      umas meninas (feminino plural)

NOTA:
O artigo transforma qualquer palavra em um substantivo. Exemplos:
Com o raiar do sol, o grupo retomou a trilha que levava à montanha.
Os jovens adoram o novo.
O cantar dos pássaros me faz muito bem.
Esta arte retrata o belo.


Bibliografia: Gramática Teoria e Exercícios, Paschoalin e Spadoto, editora FTD, Edição Renovada (livro para análise do professor)

CLASSES GRAMATICAIS


O que é substantivo?

SUBSTANTIVO

Conceito - Substantivo é a palavra que dá nome aos seres.
Seres materiais - Lucas, criança, árvore, água, cidade, caneta.
Seres espirituais ou religiosos - Deus, anjo, Satanás, alma.
Seres mitológicos ou fictícios - Cupido, saci, fada, Branca de Neve.


Nomeia, também, as qualidades, os estados, os sentimentos e as ações. 
Qualidades: beleza, feiura.
Estados: alegria, tristeza.
Sentimentos: amor, ódio.
Ações: abraço, beijo.


CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
Os substantivos classificam-se em:
COMUNS: são aqueles que nomeiam um ser qualquer da espécie.
Exemplos: criança, rio, cidade, estado, país.
PRÓPRIOS: são aqueles que nomeiam um ser específico da espécie.
Exemplos: Kevin, Tietê, Minas Gerais, Brasil.
Possuem novem próprios, principalmente:
* pessoas - Exemplos: Bruna, Flávio, Ilma.
* animais - Exemplos: Lulu, Túti, Costelinha.
* localidades - Exemplos: Londrina (cidade), Mandacaru (rua), Guarujá (praia), Cidade Ipava (bairro.
* instituições financeiras - Exemplos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil S/A.
* acidentes geográficos - Exemplos: Itaparica (ilha), Amazonas (rio).
CONCRETOS: são aqueles nomeiam seres de existência independente de outros seres.
Exemplos: mulher, Rodrigo, computador, alma, anjo, saci, fada, bruxa, etc.
ABSTRATOS: são aqueles que nomeiam seres de existência dependente de outros seres.
Exemplos: beleza (existe no ser que é belo), tristeza (existe no ser que é triste), juventude (existe no ser que é jovem), corrida (existe no ser que corre).
            São,portanto, abstratos os substantivos que nomeiam:
                   * qualidades - Exemplos: beleza (de belo), meiguice (de meigo), doçura (de doce).
                   * estados - Exemplos: tristeza (de triste), alegria (de alegre), cansaço (de cansado).
                   * ações - Exemplos: beijo (de beijar), abraço (de abraçar), correria / corrida (de correr).
SUBSTANTIVOS COLETIVOS 
O coletivo é um tipo de substantivo comum que, mesmo estando no singular, indica vários seres de uma mesma espécie.
Exemplos
acervo   bens materiais, obras de arte.
álbum    fotografias, selos, figurinhas
alcateia   lobos
banca     examinadores
batalhão  soldados
bando      aves, ciganos, malfeitores
biblioteca  livros
boiada      bois
esquadra   navios de guerra
esquadrilha aviões
quadrilha    ladrões, malfeitores


FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
Quanto à formação, os substantivo podem ser:


PRIMITIVOS - são aqueles que não provêm de nenhuma outra palavra da língua. 
Exemplos: pedra, ferro, rosa.
DERIVADOS - são aqueles formados a partir de uma palavra já existente na língua.
Exemplos: pedreira, pedregulho, pedrada, pedraria (derivados de pedra);  ferrugem, ferreiro (derivados de ferro); rosada, roseira (derivado de rosa).
SIMPLES - são aqueles formados por apenas um radical.
Exemplos: flor, maçã, banana, tempo, moleque.
COMPOSTOS - são aqueles formados por dois ou mais radicais.
Exemplos: couve-flor (couve + flor)
                 banana-maçã (banana + maçã)
                 pé-de-moleque (pé + de + moleque)
                 passatempo (passa + tempo - sem hífen e sem alteração sonora e gráfica) 
                 planalto (plano + alto - sem hífen e com alteração sonora e gráfica).

               
Bibliografia: Gramática Teoria e Exercícios, Paschoalin e Spadoto, editora FTD, Edição Renovada (livro para análise do professor).

domingo, 8 de abril de 2012

ISTO NÃO É NORDESTE DO PAÍS, LUGAR AFASTADO NÃO!!! É CAPITAL DE SÃO PAULO; MAIOR E MAIS RICA CIDADE DO PAÍS, ONDE PAGAMOS CAROS IMPOSTOS!!!!

ESTA É A PONTE POR ONDE ALUNOS PASSAM SAINDO DAS REDONDEZAS DOS BAIRROS ARACATI, CIDADE IPAVA, VILA GILDA ETC. PARA IREM À ESCOLA. E PESSOAS COMUNS QUE PRECISAM CRUZAR ESTE PERCURSO A PÉ. CIDADÃOS QUE PAGAM IMPOSTOS E SE VEEM CORRENDO RISCO DE CAÍREM DENTRO DA REPRESA GUARAPIRANGA. HÁ UNS SEIS MESES OU MAIS ESTA PONTE ESTÁ ASSIM. TEM PODER PÚBLICO POR AQUI?


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quinta-feira, 29 de março de 2012

HÁ UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL!

     Às vezes quando estou lendo uma crônica de grandes escritores nossos como Millor Fernandes, Luís Fernando Veríssimo, Clarice Lispector, entre outros, fico pensando: como será daqui alguns anos, meu Deus? Com a ideia de que basta dar acesso aos brasileiros à educação, basta dar uma vaga e jogá-los dentro de uma sala lotada, basta dar presença e passá-los adiante... 
     Como estas cabecinhas estarão daqui algum tempo? Lutarão pelo quê? Pela liberdade ao sexo livre nas praças e demais vias públicas? Resistirão a quê? Resistirão fortemente a não lerem, pois não conseguem se concentrar por conta dos celulares e outros eletrônicos? Lutarão à mão armada pelo quê?  (não que eu defenda luta à mão armada). Pelo direito de jogarem em vias públicas os livros e materiais que recebem, segundo esta geração, no "kit favela"? 
     Oh céus, qual será o futuro desta geração que pergunta: "Pra que que eu quero livro?"?
     Mas ainda há uma luz no fim do túnel. Talvez Millor, Clarice, Érico Veríssimo e outros grandes que se foram, pensavam assim também, e deixaram seguidores ou admiradores que guardaram o mínimo de suas ideias e hoje estão por aí difundindo um pouco de conhecimento, de cultura... Ainda temos aqueles cinco em cada sala, em cada lugar que ainda valorizam mais um livro do que a um tênis ou a um boné com uma grande letra O.
     É isso.
Ilma Madrona.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A TELEVISÃO E A CLASSE C

     Neste domingo, primeiro dia do ano de 2012, estava procurando um bom programa para assistir, o que é muito, muito difícil encontrar nos canais abertos da televisão brasileira aos domingos. Mas mudando de canal deixei na Rede Brasil de Televisão. Aqui na cidade de São Paulo está como canal aberto, no restante do país não tenho certeza. Estava sendo exibido um programa cujo nome é Ver TV. É um programa de televisão que trata de assuntos ligados à própria televisão: "Programa semanal que discute as funções, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas de uma TV de qualidade, comprometida com a cidadania." (http://www2.camara.gov.br/tv/programa/44-VER-TV.html). Um tipo de programa que infelizmente não passa na TV aberta.
      Estavam lá o apresentador e três simpáticos convidados discutindo o papel da televisão na sociedade no ano que se encerrou, 2011. Discussão séria e inteligente. Durante o programa, foi feita a seguinte observação por uma jornalista: os canais de televisão aberta estão tendo que adaptar suas programações por conta do poder de compra da Classe C, a chamada nova classe média. O chamado horário nobre é visto pelos milhões que compõem a classe C e que agora detém um poder de compra maior, deixando os anunciantes interessados nesse "poder".
     Foi falado de um programa chamado Junto e misturado que a Globo engavetou porque, segundo um dos convidados é "um humor elitizado", ou digamos um humor mais inteligente, sem baixaria, etc. Não é um humor que agrade a classe c. Não teria tanta audiência.
     Ora bolas, eu me pergunto: então é assim? O humor é inteligente, não têm baixaria, precisamos descer, baixar o nível para que a classe c entenda, sei lá, agrade? Nós já sabemos que a nova classe média deixa muito a desejar em relação a conhecimento formal. E a televisão tem um papel muito importante na vida dos brasileiros, na formação de jovens, de crianças, de cidadãos.  Não seria hora de os canais abertos perceberem o tamanho da responsabilidade que têm, acordarem e ajudarem essa nova classe média a se "elitizar"? 
     E quando eu digo elitizar, digo no conhecimento. No papel que ela tem diante das urnas, na reivindicação por melhorias para os bairros onde moram, se posicionar diante da corrupção deste país, mostrar que essa classe não tem só poder de compra, mas tem poder em tudo o que quiser para uma sociedade melhor. Ajudar essa juventude a pensar, a ousar, agir dentro da sociedade. Mostrar que poder comprar um computador vai além de só comprá-lo para postar fotos e jogar. Que um computador em casa com acesso à internet tem poder de denunciar, de mobilizar pessoas para mudanças que servirão para essa nova geração que está se formando.
     Mas para que não é? A elite continua sendo elite e só precisa de pessoas que comprem, comprem e comprem. O que vale até agora é o consumismo, a futilidade, o culto ao corpo. O intelecto deixa pra lá. Ô pena!!!
     É isso,
     Ilma Madrona

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012!!!!!!

     ESTAMOS ENCERRANDO MAIS UM ANO DE LUTAS, VITÓRIAS E TAMBÉM , COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, DE DERROTAS TAMBÉM. QUE POSSAMOS TIRAR EXPERIÊNCIAS DAS LUTAS QUE NÃO VENCEMOS E NOS FORTIFICAR MAIS E MAIS COM AS VITÓRIAS. AFINAL, SE TIVÉSSEMOS ÊXITO EM TUDO, PENSO QUE A VIDA NÃO TERIA TANTA GRAÇA.
      NA VERDADE, COMO ACREDITO NUM DEUS QUE NOS CRIOU E NOS GUIA (QUANDO DEIXAMOS), PENSO QUE ELE SÓ CONCEDE AQUILO ESTÁ RESERVADO PARA CADA UM DE NÓS. E QUANDO INSISTIMOS MUITO ELE NOS DEIXA QUEBRAR A CARA PARA APRENDERMOS A BUSCAR O QUE É NOSSO.
     QUE 2012 SEJA MELHOR DO QUE 2011 PARA TODOS NÓS. E SE NÃO FOR, QUE TENHAMOS ÂNIMO E SAÚDE PARA PROSSEGUIRMOS.
É ISSO,

ILMA MADRONA

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DE NOVO NATAL...

     Mais uma vez é Natal. Segundo os cristãos, 25 de dezembro comemora-se o nascimento de quem seguem: Cristo. Não se sabe ao certo a data que Cristo nasceu, mas esta foi escolhida, não sei com que critérios, para comemorar o nascimento dEle, a sua descida à Terra.
     Interessante que nesta ocasião do ano, as pessoas ficam mais sensíveis, mais sentimentais, mais amigas, mais família. E eu me pergunto: por que só nesta época do ano? Por que o amor entre os seres humanos, e vale ressaltar, os seres humanos cristãos, só aparece nesta época? A sensibilidade, a fraternidade começa mais ou menos aos 10 de dezembro e dura até, mais ou menos também, a primeira semana de janeiro do ano seguinte. Há crianças nas ruas o ano todo, pessoas necessitadas, desempregadas... as instituições filantrópicas precisam de doações ano todo, mas insistimos em acreditar que os dez ou vinte reais que doamos em dezembro ajudarão para o ano seguinte inteiro... Quanta hipocrisia!
     A falta de amor que imperou durante onze e alguns dias meses se acaba por mais ou menos uma semana. Mas depois volta tudo outra vez. Tudo volta outra vez. Quando nós cristãos deixaremos de ser hipócritas e faremos o que nos foi incumbido para o ano todo, para todos os momentos de nossas vidas? Quando conseguiremos enxergar que a data do dia 25 de dezembro serviria para chamar nossa atenção quanto ao que fazemos realmente como cristãos e não para encher a pança de comidas e bebidas?
     Que Cristo possa nascer nos corações hipócritas dos que se dizem cristãos! Que Cristo volte logo para tomar conta disto aqui!
     É isso!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Certas coisas não dá para entender

       Vira e mexe o poder público, para desafogar o trânsito das grandes cidades, pede aos motoristas que deixem seus carros nas garagens. Eu me pergunto (e acho que todos que dependem de seus carros): Como, meu Deus? Deixar o carro na garagem e ir trabalhar como? Se os que usam carros para chegarem ao local de trabalho, levarem os filhos para escola, cumprirem com seus compromissos tivessem a certeza de um transporte público descente, optariam sim por deixarem os carros em suas garagens. Afinal de contas economizariam dinheiro. 
     Os ônibus demoram uma eternidade e quando vêm, estão tão lotados que muitas vezes é impossível entrar. São tantos passageiros disputando centímetros, milímetros dentro de um ônibus que não dá para pensar em deixar o carro na garagem e usar transporte público.
     Quem usa o sistema de metrô e trem também passa por maus bocados. Além de disputar espaço, disputa ar puro, o que já é difícil fora deles. São centenas de pessoas respirando gás carbônico, o que faz com que muitos passageiros passem mal dentro desses meios de transporte.
     É muito fácil fazer propaganda dizendo para deixar o automóvel na garagem, entrar no carro, talvez até com motorista particular, enquanto milhões de pessoas ficam a mercê da sorte para conseguirem entrar em um ônibus ou trem.
     Não se oferece transporte público de qualidade, não se constroem ciclovias, e ainda querem que as pessoas deixem seus carros em casa. Haja paciência! E temos que ver e ouvir campanhas nos meios de comunicação de "dias mundiais sem carro"!
     Quando é que irão fazer o básico: transporte público em quantidade e qualidade para que a população, que nem carro usa para trabalhar, possa ter o mínimo de conforto? Se não há transporte público suficiente nem para esses que não usam carro durante a semana para irem ao trabalho, imagina se grande parte dos que usam resolverem deixá-lo na garagem!
     Haja paciência!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

POR QUE TANTA VIOLÊNCIA?

     peleadeninos
     Um amigo pediu para que eu falasse de violência na escola. Demorei muito para comentar. Fiquei mais de um mês analisando, pensando por que colegas de sala, de escola se agridem fisicamente, se agridem com palavras, com xingamentos etc.
     Pensei: pode ser pela ausência dos pais, assim eles chamam atenção dos mesmos de uma maneira ou de outra. Mas não. Por esse motivo não é. Há muitos e muitos pais que trabalham fora, veem pouco seus filhos e nem por isso sua crianças saem por aí esmurrando todo mundo. Pode ser influência dos jogos de video game, dos filmes da Tv, pensei, mas também não, pois na década de 90 já havia video game, não havia classificação para filmes com conteúdo violento e nem por isso saíamos quebrando tudo na escola. Poderia também ser pela falta de estrutura familiar - pais separados, pais e mães solteiros - mas há aqueles que nem pais têm, são criados por um parente e nem por isso respondem a tudo no murro.  
     Eu gostaria muito de saber o porquê deste problema. Gostaria muito de ter a resposta de por que crianças e adolescentes se sentem tão satisfeitos em surrar o colega por nada, por nada mesmo! Crianças e adolescentes que crescem sem valores, sem caráter e que acham que se sairem peitando e trocando pontapés, irão ganhar respeito dos colegas.
     Eu só sei de uma coisa: se os responsáveis, seja pais, avós, parentes ou seja lá quem for não mostrarem os limites para suas crianças e adolescentes, eles não irão parar. Pais e responsáveis que dizem não saberem mais o que fazer com seus filhos, me desculpem, mas precisam rever seus conceitos, suas atitudes e valores e se fazerem uma pergunta: "Será que estou realmente sendo pai, mãe ou responsável?
     É isso.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ROCK EDUCATIVO COM A BANDA SUJEITO SIMPLES

Aprenda gramática da Língua Portuguesa de um jeito diferente:
cantando com a Banda SUJEITO SIMPLES.


"A Banda SUJEITO SIMPLES apresenta um estilo inédito
o "Rock Educativo"!
São músicas que tem como tema a Língua Portuguesa."



ENTRE NO SITE DA BANDA E OUÇA AS MÚSICAS

Nove entre dez jovens candidatos a uma vaga de emprego não dominam a Língua Portuguesa

     Em reportagem que foi ao ar no Jornal da Record nesta terça dia 19/07/11 entrevistado diz que de dez avaliados nas provas de Português, apenas 1 ou 2, isso mesmo, apenas um ou dois dominam a língua portuguesa, ou seja, fala o português padrão. E o que é falar o português padrão? É o que ensina-se na escola: concordância verbal, concordância nominal, deixar para usar gíria no momento propício, ter um vocabulário diversificado, pelo menos.
     Isso quer dizer que o jovem não pode falar "nóis vai, nóis qué"? Não é isso. É necessário que se saiba usar os diferentes tipos de linguagens. Da mesma maneira que usamos uma roupa diferente para cada ocasião, também utilizamos linguagens diferentes em diferentes situações.
     Muitos jovens, estudantes ou não, acham que falar o português padrão, concordando verbos e nomes soa chato, e podem ser tachados de metidos ou coisa parecida. Mas é necessário, repito, que se saiba as variações do idioma que se fala para usar a mais adequada em cada situação.
     Enquanto apresentamos as variações da Língua Portuguesa grande parte ou a maioria dos alunos acha muito chato e não dão a devida importância ao que se ensina, e quando vão disputar uma vaga no mercado de trabalho, como no caso da área de telemarketing mostrado na reportagem citada acima, veem o quanto perderam ao não levarem a sério as aulas de Língua Portuguesa.
     O apresentador Celso Freitas finaliza o assunto dando uma dica de que para aprender a falar bem, ler ajuda bastante.  " Para quem é atendente, um dos piores erros é derrapar na língua portuguesa." Jornal da Record.
     Ah se esses jovens dessem ouvido!
http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/edicao/?idmedia=4e260c17b51a98316cbe0d1a

sábado, 2 de julho de 2011

Já não se fazem mais estudantes como antigamente

          Morreu na manhã deste sábado o ex-presidente Itamar Franco. O político, que estava no mandato de senador por Minas Gerais, foi um importante político brasileiro que lutou pelo democracia e deixou sua marca na política do nosso país. Itamar nasceu a bordo de um barco na Bahia, mas morava em Minas desde bebê, por isso se dizia mineiro - e o era. foi governador de Minas gerais, e criou polêmica quando decretou moratória da dívida do estado para com o governo federal.
     Com o seu marcante topete, ingressou na política ainda na época da escola, no movimento estudantil. Era vice presidente de Fernando Collor de Melo na década de 90 e depois do  impeachment presidiu o Brasil por dois anos. No final do seu mandato implantou o plano real com o então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso, que com o apoio de Itamar chegou à presidência da república logo em seguida.
     Itamar Franco completou 81 anos esta semana, e neste sábado pelo manhã morreu vítima de leucemia (câncer no sangue). Na época em que Itamar ingressou na política sabia o que estava fazendo: participar ativamente das decisões deste país. Hoje, já não se faz mais estudantes como em sua época. Meus sentimentos à família, e adeus a Itamar.
É isso

sábado, 11 de junho de 2011

Produções de Texto dos meus alunos do 9º ano




Solicitei aos meus alunos do 9º ano C que fizessem uma produção de texto com o seguinte tema: O que precisa para mudar meu país.   Tive muitas redações boas, então pedi autorização para colocar algumas no meu blog. Aqui estão algumas. As outras que não coloquei ficaram tão boas quanto.

O que precisa para mudar meu país


     O país precisa de leis mais duras, assim os bandidos e os assassinos vão pensar duas vezes antes de cometer algum ato; mas para isto precisamos de políticos melhores, que estejam em Brasília para fazer leis e melhorá-las, porque de políticos corruptos já temos de sobra.
     Como ter políticos melhores?Cidadãos que votam em pessoas que realmente vão mudar o Brasil , não fazerem igual a eleição passada :Votaram no Tiririca como um voto de protesto, agora ele esta 'desfrutando' do dinheiro do povo como vários outros.
     O Brasil precisa de pessoas ' boas' que tenham atitudes, que façam outras pessoas mudarem de ideia em relação ao país.

                                                                               Autora:  E. L.

O que precisa para mudar meu país

     É um tema bastante abordado hoje em dia e consequentemente os argumentos já estão passados.O problema é que não adianta só falar, as pessoas precisam agir.
     Começando pelo voto consciente, as pessoas precisam ter a consciência de que quando elas vão votar, não estão apenas botõezinhos, estão decidindo o futuro do país. É preciso estudar os candidatos, ouvir suas propostas, pesquisar o passado do mesmo e aí sim, com a certeza de que aquele é " O CARA " vai lá e aperta os botõezinhos, ou melhor, decide o futuro do país. Existem pessoas que vendem seus votos, e isso é um absurdo, pode parecer besteira, mas não é. Para o país mudar é preciso o voto consciente.
     O problema é que a maioria dos políticos são corruptos e então fica difícil. Enquanto não surgirem pessoas sérias e que estejam verdadeiramente dispostos a mudarem o país, o Brasil não vai para frente, isso é um fato.
     Eu, particularmente, acho que a Dilma esta fazendo um bom trabalho, mas o Brasil não precisa de um "bom" trabalho, precisa de um ótimo trabalho. Uma pessoa que dê o sangue país. Mas o governo da Dilma ainda tem muito "chão" pela frente. Quem sabe o país não evolui?
                                                                            
                                                                              Autora: J. M.


O que precisa para mudar meu país

     O que precisa para mudar o meu país é:a diminuição de violência, mortes causadas por assaltos, sequestros, estrupos, etc...
     Precisa melhorar a segurança nas ruas, e nas escolas principalmente, porque pode acontecer o mesmo que aconteceu na escola Tasso da Silveira no Rio de Janeiro, entrarem pessoas e saírem matando todo mundo. Também precisa melhorar a educação das pessoas, e o respeito.
     Hoje em dia, as pessoas são ignorantes, racistas e desrespeitosas, acontece vários casos de brigase espancamentos contra os negros, gays e lésbicas.
     Acontece também nas escolas, faculdades, e em trabalhos pessoas que são vítimas de bullyng, isso pode afetar o futurodessas pessoas que podem se revoltar.
     Temos que dizer não á violência, ao racismo, ao bullyng, ao consumo de drogas, e portes ilegais de armas. 

                                                                            Autora: G. L.

O que precisa para mudar meu país

     Primeiramente a educação para formar pessoas mais instruída para o mundo, e mais capazes de mover ações no país. Depois melhorar na segurança das escolas, comércios, lugares públicos, etc.
     Aumentar as vagas de empregos para as pessoas receberem mais dinheiro para terem uma vida melhor, limpar as ruas, retirar as pessoas usuárias de drogas coloca-las em um centro de reabilitação para que elas possam ter um futuro melhor e próspero, e com novas oportunidades de estudo, moradia e trabalho.
     Acabar com a discriminação a homofobia e todos os outros tipos de bullyng, acabar com os políticos corruptos que á em nosso país, e colocar profissionais crretos e com o objetivo de melhorar nossa política e situação financeira.Colocar policiais mais conscientes e treinados para proteger a população nas ruas porque segurança em primeiro lugar.

                                                                          Autora: L. S.


O que precisa para mudar meu país

     Primeiro, eu acho que quem deveria mudar o país são as pessoas, principalmente no modo de pensar e agir.
     Depois que as pessoas mudarem poderíamos ver o que fazer para termos um país melhor, como:
     
     * A educação deveria ser melhor, eu sei que quem faz a escola são os alunos, mas eu acho que a direção escolar deveria pegar mais no pé dos alunos, e não ficar só naquela mesmice, porque o aluno quer uma coisa nova, eles querem ter o prazer de virem para a escola.
     * Na saúde também, os hospitais estão em um estado crítico, principalmente o pronto socorro, que a qente tem que esperar 4 horas para ser atendido. Isso é um absurdo, e as filas para esperar um órgão ou ser encaminhado até uma cirurgia. Alguns esperam anos ou morrem antes.
     * Os policiais e os funcionários públicos ( principalmente os funcionários de escolas ) deveriam ser mais atenciosos com as pessoas e fazer o trabalho deles como se fosse para seus filhos. Uma boa educação vem de casa.

     Entre outras coisas também, como os impostos, mas esses que eu citei são os mais importantes na minha opinião.
                                                                     Autora: K. M.

O que precisa para mudar meu país


     É preciso mudar a educação dos cidadãos, pois muitos de nós somos preconceituosos e não sabemos conviver com nossas diferenças e classes sociais.
     Para melhorar nosso país seria bom que nas escolas ensinassem mais sobre o preconceito pois muitos dos pais são preconceituosos e por esse motivo esse motivo não ensinam aos seus filhos a conviverem com seus amigos negros, então nas escolas seria o melhor lugar para ensinarem mais sobre o preconceito.

                                                                   Autor: R. J.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A CULPA É DO PROFESSOR


     Não é de hoje que a educação no estado de São Paulo está em decadência. As autoridades fingem que não é com elas, os pais acham que a responsabilidade de educar seus filhos é exclusividade da escola, a escola faz o que as diretorias mandam, a diretoria recebe ordem de um órgão mais alto e assim vamos vivendo este caos.
     Vamos dar um desconto para o MEC e as Secretarias de Educação que tentam realizar o sonho de um país letrado e independente intelectualmente falando. Com a intenção de fazer bonito para o FMI, implantaram a maldita promoção atutomática - aquela em que o aluno não precisa fazer nada em sala de aula, basta comparecer, responder presente e ele passa para outra série ou ano mesmo sendo analfabeto.
     Pois é, cá pra nós, as autoridades da educação ainda não entenderam que no Brasil a coisa não funciona assim com tanta liberdade. O Brasil não sabe até hoje, depois de 30 anos, usar a liberdade que tem. Não sei se nossos políticos não sabem disso ou fingem não saber. Grande parte, mas grande mesmo, de nossos alunos são filhos de pessoas leigas, analfabetas ou semi-analfabetas, que não fazem ideia de como funciona o nosso sistema de educação, ou o sistema de um Estado Democrático (que é mesmo difícil entender). Os pais não compreendem que seus filhos não têm obrigação de irem para outro ano sem saberem ao menos ler e escrever, o básico que se ensina numa escola.
     Então quem segura este rojão? Claro, meu caro leitor, sobra para o professor em sala de aula, que passou anos numa faculdade se preparando para se tornar um profissional da área da educação, para ajudar a mudar alguma coisa neste país por meio dela, a educação, mas precisam passar pelo menos metade do tempo de uma aula tentado fazer alunos se aquietarem, alunos esses que vão para a escola encontrar colegas para guerras de bola de papéis em sala e muito mais.
     Professores preparam aula para mais de 40 alunos, mas precisam se ajeitar para conseguir com que uns 15, que vão lá para estudar, entendam a matéria e a façam. Claro que os "experts" em educação, os que gastam seu tempo escrevendo teorias de "como dar aula", têm na ponta da língua, ou da caneta, a resposta para tudo isso: "A CULPA É DO PROFESSOR!" que não consegue "domar" filhos que não têm atenção dos pais, e que vão para a escola para "quem sabe se fizerem muita bagunça, consigam a atençao da coordenação ou direção, nem que seja para broncas".
     Muitos pais depositam seus filhos nas escolas e esperam que lá "tomemos conta" deles certos de que somos babás, e que passamos anos na cadeira de uma faculdade para depois "cuidarmos de seus filhos" em sala de aula. Mas essa parte deixo para outra hora.
Só me resta pedir: "MEU DEUS, QUE VOLTE A REPETÊNCIA, PELO MENOS A CADA DOIS ANOS. ESSE PAÍS NÃO SABE AINDA APROVEITAR O QUE TEM."
É isso.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vergonha para pais evangélicos

Trechos da Bíblia
Eu fico pensando com meus botões e, matutando, matutando ficam dúvidas que parecem não haverem respostas. Por exemplo: quando há um problema com algum aluno na escola, logo se pensa: esse garoto ou garota não tem família, não tem Deus no coração, nunca ouviu falar de Cristo. Mas aí quando vem o responsável, logo se descobre que o filhote é nada mais nada menos que filho de "crente", ou filho de pais evangélicos!

Meu Deus, onde chegaremos? Pela lógica, os filhos dos evangélicos deveriam dar exemplo, por terem ensinamentos em casa de acordo com os pensamentos e vida de Cristo. Mas parece que os pais evangélicos (que não sei quem deu essa nomenclatura: evangélico...), estão se esquecendo de aplicar nas vidas em casa o que escutam na no templo. Isso é simplesmente lamentável, já que eu não encontrei no momento outro vocábulo para classificar essa situação.

Como evangélica, eu me sinto envergonhada! Como posso ganhar almas para Cristo se os meus "irmãos" não me ajudam pelo menos instruindo e cobrando de seus filhos? Às vezes só falar não basta é preciso aplicar Provérbios 23:13 "Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá". Não estou dizendo que tem que espancar os filhos como no passado, como nossos pais faziam. Mas eu e milhões de pessoas levamos umas chineladas quando crianças e adolescentes e nem por isso morremos ou viramos pessoas violentas, somos pessoas de bem e trabalhadoras.

Claro que não estou generalizando. A maioria dos filhos de evangélicos sérios são bons filhos e tementes a Deus, mas de uns tempos para cá a coisa está mudando cada vez para pior. Pais evangélicos precisam passar por instruções de como criar e educar uma família temente a Deus. Não é temente a pastores e obreiros, mas temente a Deus que vê tudo onde quer que estejamos.
Estou cansada de ser envergonhada! Isso precisa mudar.

É isso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Será que vale a pena?

          Todos os dias que chego em casa paro e pergunto pra mim mesma: "Será que vale a pena sair de casa, deixar meu lar, deixar minha casa pra cuidar depois e ir para a escola tentar dar aulas? Será que vale a pena perder horas de lazer, de descanso preparando aulas, pensando em levar conhecimento formal para jovens que nem sequer tiram o material da mochila?
          Vale a pena gastar dinheiro com cópias, ler textos e mais textos na tentativa de escolher um que chame a atenção deles? (e nada chama a atenção deles, ou quase nada, a não ser funks com palavrões e coisas desse tipo). Vale a pena passar raiva com aqueles que nos enfrentam como se nós, professores, fôssemos seus inimigos? Será que vale a pena nos desgastarmos tanto só para tentarmos passar o conteúdo de que precisam saber - o que a elite quer que aprendam? Vale a pena perder a voz por causa dos gritos com os quais tentamos, e só tentamos, explicar o conteúdo e o que é para fazer? (pois eles têm preguiça de ler o enunciado ou não sabem mesmo ler)."
          Eu continuo matutando e me lembro de que daqui há alguns anos, estarei doente, por causa do nível elevado de stress. Corro o risco de 99% de ficar com depressão aguda pela culpa de não ter conseguido trabalhar como gostaria ou teria que ser e o que é pior: o perito (médico) não irá me afastar porque dirá que estarei em perfeitas condições de enfrentar uma sala de aula de 50 alunos em que 10 deles vão lá para aprender alguma coisa. Pois o sistema (ah o sistema! desse falarei depois em um outro texto) diz que eles não precisam aprender, basta irem lá responder presença, e quando respondem, e está tudo bem.
           E pensando, pensando eu chego à conclusão de que não vale a pena. Não mesmo, não vale a pena. Só continuo lá porque sou viciado em cumprir meu destino e meu papel. Quem sabe aqueles 10 que citei há pouco no futuro achem que valeu a pena.

É isso.
Ilma Madrona

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Hoje é menos difícil estudar, nem assim dão valor.

Entrei na escola aos sete anos de idade (1985). Quando fui já era alfabetizada, aprendi a ler em casa com os irmãos mais velhos; estávamos sempre brincando de escolinha.
Lembro-me que naquela época era muito difícil estudar. Quero dizer, era difícil para nós, pessoas de baixa ou baixíssima renda. Comprar material escolar era um sacrifício: era quase impossível convencer meu pai de que meu caderno havia acabado e que precisava de outro.
A escola recebia material enviado pelo governo, mas dificilmente entregava a quantidade de que precisávamos. Era assim: se quiséssemos pegar um caderno ou um lápis ou uma borracha que fosse, tínhamos que levar um "pau de lenha" para trocar. Mas eu tinha que convencer meu pai a liberar esse maldito "pau de lenha". Acho que funcionava assim: as tias da escola vendiam a lenha para comprar o gás para fazer a merenda; eu não acreditava muito nisso, mas isso não vem ao caso agora.
Como meu pai não ia liberar a lenha, minha mãe me acordava um pouco mais cedo para eu pegar escondido e levar para então conseguir o caderno ou o lápis. Outras vezes passava numa trilha que tinha alguns galhos no chão então pegava e levava, mas a tia reclamava que aquilo não pegava fogo.
Às vezes não tinha como conseguir o bendito "pau de lenha", então uma professora muito generosa (Dona Glória) me arrumava o material e anotava meu nome como devedora de um "pau de lenha". Ela sempre me salvava.
Vamos ao hoje:
Hoje? Pois é, hoje o governo dá um retorno maior dos nossos impostos, enviando aos alunos da rede pública cadernos, lápis, borracha e tudo o que precisam, sem falar do material didático. Mas grande parte serve para transformar-se em aviãozinho na sala de aula. Jogam apostilas e livros pelas ruas.
Hoje é tudo muito menos difícil. Tem escola pública, mais do que naquela época, as pessoas conhecem mais seus direitos, tem bolsa família; a grande maioria dos professores são graduados, pós-graduados, os alunos têm direitos até de sobra. Tem o ProUni, o Fies etc. O que falta para valorizarem mais o conhecimento formal, os estudos? Será que estão esperando a volta da ditadura? Que Deus nos livre disso. Ainda tenho esperança de que este país entenda que só com educação podemos diminuir as desigualdades.
É isso,
Ilma Madrona

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

De quem é a culpa?

Fotógrafo: Nelson Antoine / Fotoarena


                                                        
                                      
Desde que cheguei a São Paulo, há catorze anos, é a mesma coisa: chove, alagam-se ruas, avenidas, casas; pessoas perdem seus móveis, suas casas, suas vidas. E tenho certeza absoluta de que isso acontece há muito, muito mais anos atrás.
Mas de quem é a culpa? É da população quem constrói suas moradias em lugar inadequado? É do poder público que vê o que acontece e faz quase nada? Sei que numa hora dessas, procurar o culpado não é solução, mas serve para pensarmos um pouco.
São Paulo, há muitas décadas, cresce desordenadamente. E o que é crescer desordenadamente? A cidade cresce onde não deveria. Casas, prédios, ruas, avenidas, praças são construídas onde não é adequado. Onde deveriam ter árvores para segurarem os morros, próprios da natureza, há construções. Toda a natureza está sendo modificada pelo homem.
Um exemplo é o conjunto de bairros conhecido por Jardim Pantanal, que foi construído na várzea do rio Tietê. Por um longo período do ano o local fica seco. Mas quando chegam as chuvas de verão, tudo alaga porque lá é espaço das águas. É como se a água que para ali vai, ficasse um tempo fora e ao seu tempo ela voltasse porque é o seu lugar, seu espaço. E quem  erra a água ou as pessoas? Certamente a água não é.
Mas e o outro lado? E os nossos políticos que escolhemos para nos representar no poder? Onde estão? O que fazem enquanto a água está se preparando para voltar? Sabe o que eles fazem? Fingem que não veem, asfaltam as ruas, avendidas, constroem até escolas nesses locais, que tem serviço de água tratada, luz elétrica, cobram impostos etc. Cadê o planejamento? Por que esses nossos representantes, escolhidos pela maioria, democraticamente, só aparecem depois que morrem dezenas, centenas de pessoas para dizerem que no próximo verão tudo irá mudar?
Mas esse texto muda alguma coisa? Quem sabe? Daqui há pouco mais de um ano, iremos novamente escolher, por força da lei e por direito nosso, novos, aliás, velhos representantes do povo. Podemos parar, pensarmos um pouco e escolhermos melhor. Lembrarmos que dois meses depois das eleições começam novamente as chuvas e que tudo vem como "um replay".
Pensemos, reflitamos e escolhamos melhor. Afinal a cidade toda tem responsabilidade nisso.

É isso. Ilma Madrona